a) por mais óbvio que possa parecer, piscinas de fibra de vidro não precisam de nada. Talvez só selantes na junção das tubulações com o corpo da piscina
b) piscinas de vinil - geralmente não se usa nada, mas considerando que o vinil tem uma vida útil de 5 anos (e acaba vazando), e a estrutura que em geral se usa na psicina não é das mais reforçadas, usa-se aplicar argamassa polimérica (cerca de 3kg/m2) antes do vinil
c) piscinas de concreto armado, com azulejos - precisam inevitavelmente de impermeabilização. Sem ela ocorrerá a infiltração de água, podendo causar vazamentos, solapas e corrosão das estruturas. E que tipo de impermeabilização usar? De novo, depende.
2) Depende do tamanho da piscina
Não há regra exata para relacionar o tamanho da piscina e o sistema de impermeabilização. E por não haver muita regra, há uma grande número de sugestões. Cada fabricante puxa a sardinha para o seu produto.
O fator que mais determina o sistema a ser usado é a dilatação e pressão que a piscina (e toda a sua estrutura) terá de suportar. Não é só a profundidade que conta, mas o peso da água, o peso da própria estrutura da piscina, o eventual movimento do solo, a pressão do lençol freático, enfim, uma série de fatores.
Nossa opinião considera os seguintes pontos:
a) piscinas de pequeno porte (algo como até 15 ou 20 mil litros), piscinas infantis, etc - pode eventualmente ser aplicada argamassa polimérica desde que semi-flexível (com adição acrílica - Viaplus 1000, Denvertec100, Sikatop 100, Vedajá, Vedax Plus, entre outros). É um sistema de mais baixo custo para um requisito menor. Entretanto, vale ressaltar que alguns detalhes construtivos ou mesmo formatos podem inviabilizar ou desaconselhar o uso deste sistema
b) piscinas de médio e grande porte (acima de 70 ou 80 mil litros) - já demandam uma impermeabilização mais atenta. Simples argamassas poliméricas semi-flexíveis não resolvem, pois não tem comportamento plástico suficiente para se manter íntegras quando ocorrer dilatação, trincas, etc.
Existem em uso dois sistemas adequados:
b.1) argamassas flexíveis - podem ser usadas desde que se dispense atenção especial às singularidades (tubos, ralos, skimmers, etc). A parte "cimento" da argamassa, como se pode antever, não possui grande flexibilidade, embora ofereça uma adesão excelente. Mas se pensarmos que - nas boas argamassas - o componente principal são as resinas, é nossa sugestão fazer os reforços nas singularidades com a resina pura compatível.
Dentre as argamassas flexíveis existem dois tipos:
- as poliméricas flexíveis - de formulação similar às argamassas semi-flexíveis, mas com um teor mais alto de resina termoplástica. Necessitam de proteção óptica (não resistem aos raios UV do sol) e de proteção mecânica (não devem receber colagem direta de azulejos sobre o filme impermeabilizante);
- as elastoméricas altamente flexíveis - distintas das anteriores, possuem em sua composição resinas que resistem aos raios UV (portanto podem ficar expostas ao sol), e possuem estruturantes internos (fibras). A conjunção das resinas com as fibras permite a colagem direta de azulejos diretamente sobre o filme drenante, o que dispensa proteção mecânica. A piscina da foto acima (com quase 230 mil litros) é umc aso real tratado pela PROTECTO, e foi impermeablizada com este sistema
b.2) mantas asfálticas - seguem sendo usadas de forma tradicional, principalmente em piscinas suspensas (com alto requisito dilatante). Possuem o inconveniente das emendas e da obrigatoriedade da proteção mecânica, mas ainda são os sistemas mais conhecidos e usados.
Sempre consulte profissionais especializados e experientes. Esqueça os curiosos. O dinheiro que você está gastando em uma piscina merece ser bem gasto. Uma impermeabilização correta de sua piscina custará cerca de 3% do total da obra. Mesmo os casos mais especiais não custarão mais do que 5% do total. Entretanto, algo mal feito custará bem mais caro. Pense só em remover azulejos, quebrar tudo de novo e re-impermeabilizar.